Durante toda a história da humanidade, raros foram os períodos de paz e tranquilidade vividos pelas civilizações antigas, de modo que em qualquer recorte da história encontraremos guerras.

Nossa capacidade de inovar e aprimorar ferramentas auxiliou no que tange à carnificina, desenvolvendo armas cada vez mais letais e eficientes.

Foi-se o tempo em que tínhamos medo de lanças, flechas ou espadas. Não temos mais medo que nosso vizinho invada nosso território e o tome com armas de alvo único; hoje tememos a destruição total do planeta.

Este medo do apocalipse é bastante racional para quem estudou a história do século XX, onde ficou comprovado o poder letal de uma arma muito inovadora na arte de guerrear: a bomba atômica.

No início do século XX, os principais cientistas do mundo estavam interessados em compreender a forma como a matéria é estruturada, e para isso focaram seus esforços no átomo.

Foram feitas diversas descobertas sobre partículas fundamentais, e de como se organizam para deixar o universo do jeito que é.

Descobriram que um átomo é mais vazio do que matéria propriamente dita, assim como sendo possuidor de um núcleo rígido positivo, onde elétrons orbitavam em seu entorno.

A maioria das descobertas foram feitas por bombardeamento, onde colisões entre o átomo e partículas maciças eram estudadas.

Em meados de 30, Otto Hahn e Lise Meitner bombardearam átomos de urânio, utilizando nêutrons, e provaram que este átomo se dividia em dois átomos menores, e durante o processo liberava muita energia.

Naquele momento, os cientistas perceberam que essa rápida liberação de energia, se bem elaborada e desenvolvida, poderia ter um altíssimo poder destrutivo, sendo o funcionamento básico da bomba atômica que conhecemos hoje.

Com a entrada dos EUA em 1941 na segunda guerra mundial, muitos cientistas importantes foram convocados para um experimento ultrassecreto: Iriam construir uma bomba baseada na fissão nuclear do urânio.

Em 1945, os primeiros testes foram realizados e foi confirmada o poder devastador desta nova arma. No mesmo ano, em vista da resistência japonesa, o então presidente dos EUA, Harry Truman, autorizou o uso da bomba atômica em território japonês.

A primeira bomba, apelidada de “Little Boy”, atingiu Hiroshima, causando a morte de milhares de civis. Como não ouve rendição por parte do Japão, uma segunda bomba foi detonada em Nagasaki, marcando o fim da segunda guerra mundial.

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